
Entenda como a proteção de dados e a atuação estratégica do DPO podem influenciar o valor de uma empresa em fusões, aquisições e investimentos.
Quando uma empresa entra em uma operação de fusão, aquisição ou recebe um potencial investidor, a expectativa costuma estar voltada para faturamento, contratos, carteira de clientes e indicadores financeiros.
Mas existe um tema em específico que tem ganhado um espaço arrebatador nas Due Diligences: como essa empresa trata os dados pessoais que coleta? Se a resposta for baseada em suposições, processos informais ou documentos que nunca saíram do papel, o problema não é apenas regulatório. É financeiro.
Hoje, investidores não querem comprar apenas ativos; eles querem previsibilidade. Uma base de clientes construída sem critérios claros, contratos que não tratam adequadamente o compartilhamento de dados, ausência de registros das operações de tratamento, políticas que existem apenas para cumprir tabela ou a inexistência de um plano para resposta a incidentes podem ser suficientes para reduzir o valuation da empresa, exigir retenções no preço da operação ou até levar o comprador a desistir do negócio.
Afinal, ninguém quer descobrir, após a assinatura do contrato, que adquiriu um passivo oculto capaz de se transformar em uma verdadeira bomba-relógio para o negócio.
A adequação à LGPD deixou de ser uma pauta exclusiva do jurídico e passou a integrar a estratégia de governança das empresas. A conformidade não se mede pela existência de uma política de privacidade publicada no site, mas pela capacidade de demonstrar que a organização controla o ciclo de vida dos dados pessoais, conhece seus riscos e possui processos estruturados para tratá-los.
Nesse cenário, o Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais (DPO) assume um papel muito mais estratégico do que o de atender solicitações da ANPD. É ele quem acompanha a maturidade do programa de privacidade, orienta as áreas internas, revisa contratos, monitora riscos, estrutura processos e garante que a empresa esteja preparada para responder às exigências de titulares, autoridades e, cada vez mais, de investidores e compradores. Em outras palavras, o DPO ajuda a construir um ambiente de confiança que protege o valor do negócio antes mesmo de uma negociação começar.
Na Data Protection Brasil, oferecemos o serviço de DPO as a Service, atuando de forma contínua para estruturar programas de governança em proteção de dados que resistam ao escrutínio de clientes, autoridades, parceiros comerciais e operações societárias.