
Seus dados são o novo ouro, mas um vazamento pode se tornar sua maior dívida. Entenda como a LGPD e a recente decisão do STJ sobre dano moral presumido por exposição de dados sensíveis impactam empresas. Proteja sua privacidade e evite responsabilidades com a Data Protection Brasil.
Seus dados pessoais são o novo ouro. Para as empresas, representam inteligência de mercado e a base para novos negócios. Para criminosos, são a chave para fraudes e golpes. A grande questão, portanto, é: quem realmente se beneficia desse valor e quem arca com os riscos? A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) veio para equilibrar essa balança, mas a crescente digitalização e a coleta massiva de informações transformaram o risco de vazamentos em uma ameaça constante.
Ocorre que o valor desses dados se inverte drasticamente quando expostos. Um vazamento, especialmente de informações “sensíveis” (como dados de saúde, financeiros ou de convicção religiosa), passou a atrair a atenção rigorosa do Judiciário. Empresas que não demonstram o devido cuidado com a proteção desse patrimônio digital vêm sendo responsabilizadas de forma cada vez mais severa, independentemente da comprovação de culpa.
Nesse cenário, a confiança depositada pelo consumidor ao fornecer seus dados pode se transformar em um fator de grande exposição e vulnerabilidade. A proteção de dados deixa de ser uma mera formalidade e passa a representar um direito fundamental, cuja violação acarreta consequências diretas para as empresas.
A responsabilização, nesses casos, não decorre apenas da intenção maliciosa, mas da falha na segurança e na gestão dos dados. A ausência de sistemas de proteção robustos, a falta de políticas claras de privacidade e o tratamento inadequado de informações sensíveis são fatores que frequentemente levam o Judiciário a impor o dever de indenizar.
Esse entendimento foi recentemente reforçado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em uma decisão de grande impacto (REsp 2.121.904), o tribunal estabeleceu que, em contratos de seguro de vida, o vazamento de dados sensíveis do segurado gera dano moral presumido e a responsabilidade objetiva da seguradora. Isso significa que a empresa responde pelo dano independentemente da comprovação de culpa, bastando a ocorrência do vazamento.
O impacto é direto e responde à pergunta inicial: o ouro, quando perdido, gera um custo. Para o cidadão, o Judiciário reconhece o valor intrínseco de sua privacidade, eliminando a necessidade de provar o abalo moral para ter direito à indenização. A simples exposição de seus dados sensíveis já é suficiente para caracterizar o dano, fortalecendo a posição do consumidor e elevando o padrão de exigência para as empresas que lucram com essas informações.
Fica claro, portanto, que os dados valem ouro principalmente para seu titular. Quando uma empresa falha em protegê-los, ela não apenas perde um ativo, mas assume uma dívida direta com o cidadão, que vê sua segurança e privacidade expostas. A proteção de dados, mais do que uma obrigação legal, é o reconhecimento do valor da identidade de cada indivíduo.
Antecipar riscos e adotar as melhores práticas de segurança é o que diferencia as empresas que respeitam esse valor daquelas que apenas o exploram. Um tratamento de dados bem conduzido protege a privacidade, preserva a confiança do consumidor e, em última análise, define a integridade de uma marca no mercado atual.
A Data Protection Brasil atua de forma estratégica na defesa dos direitos dos titulares de dados, em questões envolvendo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a responsabilidade civil por vazamentos, oferecendo assessoria completa para a garantia de seus direitos e a busca por reparações, alinhada às mais recentes decisões dos tribunais. Entre em contato e entenda como proteger seus dados e buscar a devida reparação em caso de violação, com segurança e responsabilidade.
Janaina Teles Manfredini.